terça-feira, 6 de outubro de 2026

As 2300 Tardes e manhãs.

 As matérias deste espaço busca apresentar a história se repetindo de forma semelhante.  Os dois períodos de 2300 anos que foram apontados para um evento sobre o mesmo prisma de cálculo de 2300 anos, tem um desfecho semelhante. Veja: disse semelhante,  não iguais. 

Benjamin Nahawendi tentou apresentar que o Messias viria em 1357 a 1358, e o movimento milerita em 1843 ou 1844 esperavam o retorno de Jesus.  Tanto o judaísmo como o adventismo buscou dar orientações após  não se cumprirem suas  expectativas: que não deveriam as pessoas tentar descobrir  a datas  para estes eventos.   

Tanto o catolicismo como os adventistas tiveram de reorganizar e redefinir sua sede. Alinhar aspectos de liderança conforme você verá abaixo. 

Benjamin Nahawendi foi o pioneiro que mais se aproxima da forma de calculo do movimento millerita.  Dia ano. Alguns até acreditam que a forma dos Mileritas de calcular os 2300 anos foi baseado no método de Benjamin Nahawendi. Mas não existem evidências claras a este respeito.  

Veja a linha de tempo abaixo. 




Poderia a semelhança nos períodos e acontecimentos ser uma obra do acaso? Já apresentei neste espaço que fazer cálculo para descobrir quando ocorrerá a volta de Jesus não é apoiadas nas escrituras.  Mas que por outro lado admiro o desejo destes de ver suas expectativas se cumprindo. Enquanto vivemos em um mundo onde as expectativas de uma solução para este mundo está quase desaparecendo. 

Eles erraram nos seus cálculos. Mas deixaram na história evidências que existe um Deus controlando os limites da história. 

VAMOS A HISTÓRIA.  

Concílio de Constança:  1417, o concílio buscou sanar a divisão de autoridade papal entre Roma, Avinhão e Pisa.

• Eleição de Martinho V: Em 11 de novembro de 1417, o cardeal Oddone Colonna foi eleito papa, adotando o nome de Martinho V.

Retorno a Roma: A eleição unificou novamente a Igreja sob um único líder legítimo e restabeleceu a sede do papado em Roma, encerrando 40 anos de crise institucional

Igreja Adventista. 

A Grande Crise e Reorganização Global (1901–1903)

Até o ano de 1900, a igreja operava sob um modelo altamente centralizado em Battle Creek, Michigan (EUA). O crescimento internacional tornou a liderança da Associação Geral ineficaz para gerenciar as decisões cotidianas de campos distantes.

• A Sessão da Conferência Geral de 1901: Realizada em abril, foi o divisor de águas. No dia anterior à abertura, Ellen White declarou firmemente que "Deus quer uma mudança... bem aqui... agora mesmo", criticando o acúmulo de poder ditatorial ("poder real") nas mãos de poucos administradores.

• Criação das Uniões (1901): Os delegados aprovaram a criação das Uniões-Associações, um nível intermediário de governo que agrupava associações locais. Isso deu autonomia regional para a tomada de decisões na Europa, Austrália e outros continentes, descentralizando o comando de Battle Creek.

• Mudança Temporária de Liderança: Para mitigar a centralização de poder, o cargo de "Presidente da Associação Geral" foi temporariamente abolido em 1901, substituído por um cargo de "Presidente do Comitê Executivo" liderado por Arthur G. Daniells. O cargo de Presidente formal foi restabelecido na sessão de 1903.

• Dissolução de Entidades Independentes: Sociedades médicas e de publicações que antes agiam de forma paralela e independente (como as lideradas pelo Dr. John Harvey Kellogg) foram integradas como departamentos oficiais da estrutura da igreja.

• Mudança da Sede Mundial (1903): Após incêndios devastadores no Sanatório de Battle Creek e na Review and Herald (editora da igreja) em 1902, a liderança interpretou os eventos como um aviso divino para descentralizar as instituições. Em 1903, a sede administrativa mundial foi oficialmente transferida de Battle Creek para Washington, D.C.

A relação entre a destruição de Siló no ano 942 a.C. e o início da profecia dos 2.300 anos (de Daniel 8:14) faz parte de uma interpretação histórica e escatológica do estudioso caraíta Benjamin Nahawendi (século IX d.C.


• Ele calculou as "tardes e manhãs" de Daniel como anos literais.

• Definiu a destruição de Siló no ano 942 a.C. como o marco inicial.

• Ao SUBTRAIR os 2.300 anos a partir de 942 a.C., ele previu que o Messias chegaria no ano 1358 d.C. 

A Destruição: A Bíblia (em Salmos 78 e Jeremias 7) relata que Deus abandonou o santuário de Siló devido à corrupção do povo, permitindo que os filisteus capturassem a Arca. Embora a arqueologia moderna tenda a datar essa destruição por volta de 1050 a.C., cronologias rabínicas e medievais antigas (como a usada por Nahawendi) estimaram o evento em 942 a.C.

Partindo desta data 942 AC ele chegou no ano 1358 DC.  Partindo do ano 457AC os mileritas chegaram a 1843-1844.  

Mas veja, estaria Benjamin Nahawendi errado em estabelecer sua saida de 942AC ? Ou os arqueólogos modernos estão equivocados? Será que as medidas repetidas da história estaria apontando para direção correta? 

Não temos como saber com certeza.  Mas não deixa de ser uma advertência a todos que creem cegamente nas datas apontadas por arqueólogos modernos.   Mas como disse em outras matérias as datas podem ter mais de uma saída.  Creio que o estudo destes períodos repetitivos podem ser útil para a história religiosa no futuro.  

Assim como as medidas da história se repetem de forma semelhante, assim as medidas do santuário se repetem.  

Os assuntos postados neste espaço não tem como objetivo descobrir acontecimentos futuros,  mas tirar dos acontecimentos e suas medidas da história lições  que existe um Deus limitando acontecimentos históricos segundo Suas medidas, não segundo os sonhos humanos. 

As datas e ocorrências desta linha de tempo serão acrescentando mais tarde. 

Reflita.  Quem é grande se quem limita as ocorrências e este é Deus. 

Tenha um bom dia. 

20. Disse Daniel: Seja bendito o nome de Deus para todo o sempre, porque são dele a sabedoria e a força.

21. Ele muda os tempos e as estações; ele remove os reis e estabelece os reis; é ele quem dá a sabedoria aos sábios e o entendimento aos entendidos.

22. Ele revela o profundo e o escondido; conhece o que está em trevas, e com ele mora a luz.

(Daniel, 2)

Assim como Daniel eu dou graças a Deus revelar quem é grande.